A curtida mais importante da vida


Quem não é visto, não é lembrado!


 Esse dito popular ecoa nas nossas vidas há anos, e eu realmente não sei nem onde ele surgiu, mas ele traz uma verdade muito latente para nossa era das redes sociais. O tempo todo estamos compartilhando nossos momentos em diversos feeds de incontáveis aplicativos, construindo uma imagem que acreditamos ser a ideal de nós mesmos.
Essa é a era em que nos tornamos produtos de consumo para nossos amigos, seguidores e inscritos, ao qual produzimos uma mercadoria com o nosso rosto, nossa voz e nossos jeitos – nem sempre tão reais e verdadeiros como gostaríamos – mas que parecem necessários para a vida em sociedade no século XXI.

Na era da internet, da vida digital, somos, cada um, uma empresa, com nossas unidades instaladas em perfis no Facebook, Instagram, YouTube, Twitter, etc. Somos diversos produtos, cada um com uma finalidade distinta, que lutam, diariamente nas prateleiras das telas em diversos formatos pelo consumo de uma curtida, um comentário, um compartilhamento. Vendemos nossas ideias, nossos corpos, nossas roupas, famílias, maquiagens, produtos de beleza, nossos barbeiros, mercados, tudo – ou quase tudo – que nos define como seres humanos, como pessoas. Vendemos quem somos para receber uma massagem em nossos egos.

Não é errado se deliciar com 500 curtidas em uma foto, com vários comentários positivos ou com um vídeo que bate 10 mil visualizações, é até saudável e favorável esse reconhecimento digital. O errado é nos viciar nisso e vivermos baseados somente nessas experiências não reais. No modelo de vida que mostramos, mas não vivemos; na conduta social que pregamos, mas não exercemos; na felicidade que criamos somente no perfil, mas nunca na vida real.

Talvez seja tempo de repensarmos como agimos e como valorizamos as redes sociais, o efeito que causamos nelas e, mais ainda, o efeito que elas têm sobre nós. Antes de implorarmos uma curtida, de entramos na saga do “tudo pela audiência”, precisamos colocar na balança o verdadeiro papel das redes e qual a real importância que o digital deve ter em nossas vidas. Não dá para fugir dele, ele está aí, é o que determinará os próximos anos da humanidade, mas precisamos aprender a conviver com isso de maneira saudável, sem que seja uma toxina silenciosa e invisível em nossas mentes, nos tornando viciados em um clique na publicação, e escassos de toques de realidade. 

Mais importante do que mais uma curtida deve ser como estamos curtindo essa vida, que nos é única, até onde se sabe!


Postar um comentário

0 Comentários