ARTIGO: O PESO DE UMA ESCOLHA


De uns dias pra cá eu tenho pensado e refletido sobre diversos assuntos, talvez seja efeito da quarentena, de ver pessoas, conversar, abraçar e assim por diante. Porém, algo me fez pensar ainda mais, o quanto as nossas escolhas pesam. Você tem noção do quanto uma escolha certa ou errada pode interferir na sua vida? 

Vou tentar explicar:
Quando me mudei para Rio Preto eu tinha dois caminhos a seguir pensando profissionalmente: A - Entrar para o colunismo social da cidade fazendo tudo exatamente como já havia sendo feito, com perguntas normais sobre a família X, as viagens para a Europa e claro sempre bem vestido demonstrando uma riqueza que 90% das pessoas não tem, ou, B- Tentar fazer algo diferente, pensar o famoso fora da caixinha. Pronto. Adivinhem o que eu fiz? Escolhi a segunda opção e nisso, eu fiz perguntas que muita gente tinha medo de perguntar como ao dono de uma fábrica de refrigerantes se na casa dele entrava outra marca, ou até mesmo ao então prefeito de São Paulo, o Dória, se ele era tão bravo quanto em seu programa na TV, me vesti de N personagens para causar, chamar a atenção para o que estava sendo feito e informar de uma maneira leve e engraçada.
Nossa sensacional não é mesmo? Seria, se isso não tivesse o peso que tem ou se acontecesse em qualquer outra cidade.
Hoje, praticamente 4 anos depois desse trabalho ainda escuto coisas como “ Ah, ele tem talento, mas toma cuidado ele é bem doido!” ou “ Nossa, o Jonas? Aquele louco? Você tem certeza que vai fazer isso?” Enfim, este é o peso de ter feito algo diferente, a grande maioria não leva em conta outros trabalhos realizados, ou o histórico. Esquecem que para fazer sorrir, na maioria das vezes é muito mais difícil e precisa de muito mais estudo, que apenas informar. Preferem se fazer de sonsos e “esquecer” os anos de faculdade, de jornalismo policial, político, apresentações de eventos, programas diversos (até mesmo em Ribeirão Preto) e etc.
Aqui eu chamo de peso, o que outros chamam de causa e consequência, o que pouco importa, pois na verdade o que deveria importar é o que fica esquecido nas entrelinhas.
Nesse meu devaneio, como não citar o peso de assumir sem vergonha alguma a minha admiração pela pessoa Xuxa Meneghel, que automaticamente me colocou num patamar de Peter Pan, infantil, sem cultura, com péssimo gosto e porque não dizer a tão ouvida palavra: Fútil. E agora peço licença para mais uma vez tentar amenizar essa imagem e informar que admirar uma pessoa, não quer dizer que eu viva exclusivamente para ela, sim Brasil, eu vejo outras coisas, ouço outras músicas, leio mais livros que pelo menos 50% da população brasileira e aposto que tenho mais conteúdo, que pessoas que pagam para falar de suas vidas em colunas sociais apenas para inflar o ego.
Enfim, quarentena faz isso com a gente… qual o seu peso? O meu… bom deixa pra lá.

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