Escalada na retórica
do presidente americano se acirra com a proximidade das eleições presidenciais.
O presidente americano, Donald Trump, tem um histórico de batalhas contra as redes sociais, com respostas de empresas como Facebook, Twitter e Google, da Alphabet, à suas postagens e até mesmo a exclusão em alguns casos.
Agora um novo capítulo se inicia depois que o Twitter, na
noite desta terça-feira, 26, marcou tuítes de Trump sobre supostas fraudes em
votações por correio com um link de alerta aos usuários. O link leva a umapágina que contesta as alegações do presidente a partir de reportagens de dois
veículos de mídia americanos que Trump considera inimigos: a CNN e o Washington
Post.
Pouco após a marcação de seus tuítes, o presidente americano reagiu na mesma rede social, acirrando seu discurso e afirmando que “os republicanos sentem que as plataformas de mídia social silenciam totalmente as vozes conservadoras. Vamos regular fortemente, ou fechá-las, antes que possamos permitir que isso aconteça.(...)”. Isso comprova uma clara postura autoritária e de controle das limitações que as redes sociais veem impondo sobre notícias e informações não verídicas ou verificadas, as famosas “fake news”.
A Reuters divulgou que fontes internas do governo americano afirmam que Trump deve assinar hoje, 28, uma ordem executiva que tira várias proteções legais destas redes sociais, deixando-as mais vulneráveis a processos. Uma das medidas visa acabar com a isenção de responsabilidade do conteúdo postado pelos usuários. Na prática, quando um usuário publicar qualquer conteúdo que se classifique como um delito, a rede social pode ser responsabilizada judicialmente.
A ordem executiva pode sofrer alterações em seu texto antes
da assinatura, ou mesmo nem ser assinada, mas apenas os rumores de intervenções
e novas regulamentações às redes sociais já causam preocupações e
questionamentos sobre as responsabilidades de todo o conteúdo gerado por
usuários e até onde cada poder pode intervir na interação digital.



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